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1 16/04/2018 22:34

Não posso dizer que me surpreendi com a Portaria 313, de 12 de abril de 2018, elaborada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, publicada no Diário Oficial da União, para as Reservas Extrativistas (Resex). Sempre vem o pior para a comunidade, embora seja o que eles pensem e afirmem ser o melhor, pois são pessoas que vivem num minúsculo mundo ideológico, cercado de fantasias à esquerda da realidade.

Mais uma vez, a população de Canavieiras é segregada dentro do próprio município, cerceada no direito constitucional de ir e vir, bem como de exercer o seu labor profissional na área no turismo (art. 50). Tudo aquilo que está insculpido na Constituição, no Art. 5º - “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…” não tem valor algum na Resex.

Eivada de vícios e armadilhas, a malfada portaria propõe serviços que não existem a exemplo do acompanhamento de beneficiário nas incursões feitas por “estrangeiros” canavieirenses, no caso da pesca amadora, do tipo pesque e solte (art. 41) Já os beneficiários da Resex, os escolhidos pelo Instituto Chico Mendes, podem usar e abusar, dando-lhes um tratamento mais do que diferenciado.

As empresas de turismo que operam em Canavieiras também estão impedidas de trabalhar na área da lama negra no Poxim da Praia e na Foz do Rio Pardo, atividades que ficarão restritas às empresas de turismo de base comunitária. Essa modalidade, nada mais é do que as empresas licenciadas a operar na área da Resex, quando de propriedade dos nativos da Resex. Mas elas simplesmente não existem.

Além das proibições de pessoas, a portaria também cerceia atividades e econômicas que dão certo, produzem riquezas e empregos à população de Canavieiras, como a carcinicultura, eleita, de há muito como uma inimiga em alta escala potencial. Os arts. 52 e 53 proíbem, taxativamente, a captação de coleta ou despejo de água no perímetro da Resex, para a criação de organismos aquáticos, leia-se camarões ou peixes em cativeiro.

Não é de hoje que grupos minoritários fazem um veemente discurso com a finalidade de enganar os brasileiros. E conseguiram por algum tempo, até que as máscaras, finalmente caíram. Mas os resultados negativos e os estragos ficaram, e estão aí como verdadeiras feridas abertas, de difícil cicatrização. Agem com um discurso sub-reptício, enganando uma parcela mais carente da população, como se salvadores da pátria fossem.

Os enganadores são amplamente conhecidos e atuam em cada região deste país continental, oferecendo um rio de leite e uma ribanceira de cuscuz, para utilizar uma das expressões atribuídas a Antônio Conselheiro. Nada mais falso como uma nota de três reais! Entretanto, a verdade é que conseguem implantar na cabeça desse público-alvo preferido a dúvida, que se transforma numa raiva incontida.

O objetivo é esfacelar o sentimento de nação, entusiasmo de um povo que se mantém unido num país de dimensões continentais, falando a mesma língua, apesar das diferenças étnicas, moldada num caldeirão cultural chamado Brasil. É uma minoria raivosa que, após chegar ao poder, tem como objetivo subjugar a maioria, na forma do catecismo comunista, que tanto matou compatriotas sob o escudo da revolução bolchevique.

Não falamos de história de outros lugares desse grande mundo de meu Deus, mas, sim, e também de Canavieiras, onde há anos foi iniciada a segregação de seu povo com a criação da malfadada Resex, a Reserva Extrativista. Como sempre, não saiu do discurso e se presta apenas a manter a política corporativista de algumas centenas de servidores da União, dentro dos princípios filosóficos e econômicos banidos em todo o mundo.

Criada por meios de métodos não recomendáveis – falsas promessas –, fazendo com que os moradores da Atalaia assinassem um documento solicitando e concordando como a fundação da Resex, até hoje beneficia apenas uma pequena elite dominadora. Esta, sim, mantém seus empregos de polpudos salários e ainda distribuem migalhas aos pseudos representantes dos moradores, escolhidos não se sabe como.

Este relato não é fruto do meu pensamento, mas de pesquisa, observação, conversa com pessoas e notícias publicadas nos meios de comunicação das regiões onde se instalaram essas reservas. A elite beneficiada em seus empregos mantém os nativos sob rígido controle e não permite qualquer forma de desenvolvimento, tolhendo a vontade e o espírito empreendedor de uma comunidade.

Ao homem nativo ou morador desses reservas resta apenas cumprir as esdrúxulas ordens emanadas dos regulamentos elaborados na contramão da história, às vezes misturando algumas técnicas já observadas pelos pescadores e marisqueiros com a confusa ideologia. A ordem é segregar, dividir a população em grupos diferentes, incitando-os em discussões sobre assuntos sociais, apresentando-os como coitados.

Para a promoção do pânico e da desagregação social, as palavras que mais sobressaem são a democracia e o estado de direito, mas, tão logo haja oportunidade, assumem o poder e agem sem o melhor escrúpulo. A palavra de ordem é o esbanjamento do dinheiro público, o que fazem sem a menor cerimônia, como se o Estado fosse uma fonte inesgotável de recursos, como fizeram de 2003 a 2016, com prejuízos incalculáveis ao erário, custeado pelo sofrido povo brasileiro.

A única solução da população canavieirense é apoiar o Projeto de Lei 3068/15, do deputado Sérgio Brito (PSD-BA), que cria Área de Proteção Ambiental (APA) nas regiões de Canavieiras, Belmonte e Una. Pela proposta, a APA terá aproximadamente 100.645,85 hectares, substituindo a Resex. A proposta já foi aprovada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Acesse o link para conhecer o projeto do deputado federal Sérgio Brito: 

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=28B147A358C551F179D867FA2EF2CF46.proposicoesWebExterno1?codteor=1389342&filename=Tramitacao-PL+3068/2015

Radialista, jornalista e advogado.


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 Penso Assim - por Walmir Rosário 






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