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1 28/05/2019 14:33

Continuo sem entender as manchetes da grande imprensa brasileira e de alguns países sobre a política brasileira do último ano, época em que começou a delinear o cenário eleitoral do país. Assim como eu, grande parte (e bote grande parte nisso) da população também não entendem o direcionamento das verdades que tentam nos impor, como se ainda vivêssemos no Brasil de 30 anos passados.

A imprensa dominadora ainda não descobriu que não faz mais a cabeça do brasileiro com suas manchetes e matérias esquizofrênicas na tentativa de alterar os fatos ocorridos nas ruas. Os canais de televisão continuam mostrando à grande massa imagens fechadas para demonstrar um número reduzido de participantes, ou abertas quando interessa mostrar falhas, como se uma manifestação popular tivesse a organização de escola de samba.

Já os grandes jornalões não deixam por menos e trocam as verdades das imagens pelo texto ideológico, contando suas verdades conforme a cartilha da militância política do partido filiado simpatizante. E a orientação funciona de cima pra baixo e de baixo pra cima, num acordo espúrio para escamotear a verdade “vendida” aos leitores, que, no mínimo, deveria receber um texto coerente e condizente com os fatos.

Essa virada de comportamento da grande imprensa causa espécie aos brasileiros que foram às urnas escolher seus representantes, conforme sua ideologia política ou descontentamento com os rumos direcionados ao país nos últimos anos. Na democracia governa quem vence a eleição, desde que pratique os atos administrativos de acordo com a legislação em vigor e não pelo inconformismo dos perdedores.

Estranhamente, por longos 14 anos, o comportamento da grande mídia era de fidelidade canina aos detentores do poder, que usavam e abusavam das regras democráticas, levando o Brasil a uma situação de insolvência, se entidade privada fosse. Forjavam índices de credibilidade de países antidemocráticos, mas que professavam a mesma ideologia, acarretando enormes prejuízos econômicos ao Estado e à população. Tudo em nome da ideologia que professam.

E a grande imprensa nunca soube, nunca viu essas práticas nocivas e prejudiciais, fazendo com que o Brasil aumentasse o número de pobres e miseráveis, enquanto investia nossos recursos em Cuba, Venezuela e outros países africanos da mesma ideologia. Hoje o rombo sem precedentes no BNDES é contabilizado como prejuízo, sob os risos do ex-ministro da Economia e ex-presidente do Banco de Desenvolvimento.

Não bastasse a transferência irresponsável dos recursos nacionais para os ditadores sul-americanos e africanos, a corrupção rolava solta nas estatais, a exemplo da Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, dentre outras, para manter a hegemonia política no Congresso Nacional. Antes, todas essas instituições eram pretensamente defendidas como soberania nacional, até o ataque fatal.

E a grande imprensa não mexia uma letra em defesa do Brasil, pois tudo era feito em nome da ideologia e dos amigos detentores do poder, os mesmos que distribuíam migalhas entre eles. Os pseudos intelectuais desfilavam pelas páginas dos grandes jornalões e canais televisivos com discursos enaltecedores aos donos do poder, classificando-os como estadistas, candidatos ao Prêmio Nobel.

Cada qual no seu quadrado, eles não conseguiram – ou não acreditavam – na mudança de comportamento da população, inconformada de ser, por anos a fio, o gado levado mansamente ao matador para ser imolado. Se rebelou contra as mentiras contadas pelos governantes de plantão e avalizadas pela grande imprensa. E foi assim que em grande parte do país começou a mudança.

Poderosos com seus smartfones e drones, o homem comum desafiou as grandes máquinas filmadoras das grandes televisões, que lhes contava uma história bem diferente da que via. O mundo mudou e continuava mudando para a grande massa, embora os detentores do poder político e econômicos não desconfiassem ou não aceitassem a iminente ruptura em curso.

E o resultado está aí. Os jornalões se desmantelando, com suas enormes rotativas paradas, enferrujando; os canais de televisão sem faturamento, diminuindo suas produções próprias ou reduzindo a qualidade. Do outro lado do balcão, os jornalistas que avalizavam o comportamento dos poderosos sendo desempregados ou obrigados a compor para reduzirem seus salários. E o justo paga pelo pecador.

Hoje, de igual para igual, a mais moderna máquina filmadora não causa mais o efeito de dominação no público, que a desafia com seus smartfones, drones ou posições em cima de prédios. Fake news à parte, a verdade (absoluta!) tem que ser vista por vários ângulos, dos poderosos aos mais frágeis, as imagens e os discursos gravados serão mostrados a todos, indistintamente. E a verdade prevalecerá, sempre.

O fake news com qualidade de texto e imagens é bem maior do que aqueles elaborados de forma tosca. Os profissionais que dominam a técnica do jornalismo se esmeram para dar um toque de verdade na mentira fabricada para atender o partido a que serve, ao patrão que lhe paga, o que não chega a merecer. O fake news do não profissional é logo reconhecido por lhe faltar informações, acabamento, pedigree, mas nos dois o leitor, telespectador, ouvinte, compra o gato por lebre.

Informação continua sendo poder, agora de forma aberta, generalizada.

* Radialista, jornalista e advogado


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 Penso Assim - por Walmir Rosário 






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