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1 25/08/2019 20:29

Como diz meu amigo Sérgio Lima, a causa de tanto choro no Brasil atual é o desmamamento imposto pelo governo Bolsonaro, por isso acusado de todos os males possíveis e imaginários. O desmatamento é um acontecimento natural em todos os países do mundo, desde quando Adão ainda habitava entre nós e iniciou o aumento de sua prole, resultando nesse povão de meu Deus.

Como todos querem e devem comer mais de uma refeição diária, composta, para os normais, de plantas e carnes, natural que exista o espaço para a agricultura e a pecuária na proporção das necessidades. E muitos dos que hoje reclamam foram com muita sede ao pote, exterminando suas florestas e continuam usando os combustíveis fósseis até para minorar o frio, se aquecer.

Pelo que estudamos nos livros de história, economia, antropologia e sociologia, a gente desses países que agora reclamam de nós – os incivilizados brasileiros –, foram os que tinham como atividade principal para se manterem, o saque. Os europeus – ingleses, portugueses, franceses, espanhóis e holandeses – já exterminavam nossas matas desde o século XIV e XV, levando nosso pau-brasil para tingir suas roupas.

Os que se acham civilizados foram – e ainda são – os que têm uma folha-corrida de dar inveja aos marginais mais perigosos desse planeta e até hoje saqueiam grandes extensões de terra, as chamadas colônias. A Inglaterra se vangloriava de ser o reino em que o sol jamais se punha; a França – do serelepe Macron – não fica distante e assaltou os nativos de vários continentes, principalmente na África, como também quis fazer o mesmo no Brasil.

Mesmo assim, ainda explora a chamada Guiana Francesa, com todos os requintes do colonialismo, mantendo esse país – que eles chamam de colônia – num estágio sem precedentes de atraso. E os senhores sabem muito bem onde a Guiana está localizada: na mesma Amazônia que o tal do Macron reclama como sua casa, numa demonstração de desconhecimento e má-fé.

Não teve sequer o pudor de ilustrar sua verborragia com uma imagem produzida há cerca de 30 anos, para a alegria dos seus seguidores, dos quais fazem parte os infiéis dignitários das chamadas organizações não-governamentais, as incontroláveis ongs. Simples: recebem somas incalculáveis de recursos para defender, a qualquer custo, os interesses dos seus patrocinadores externos.

Cortado o desmame, berram esfomeados e são ouvidos pela grande imprensa e partidos políticos que perderam as boquinhas ou, melhor dizendo, em suas boquinhas não entram mais os bicos das mamadeiras. Entre os esfomeados de agora, o Movimento dos Sem-terra (MST), que prometeu incendiar o Brasil caso Jair Bolsonaro ganhasse a eleição presidencial.

Ora, o MST, quadrilha que serve como o braço armado do PT, é bastante conhecido pelos crimes que cometem contra quem produz na agropecuária, invadindo fazendas e incendiando o que vê pela frente. Mas são os queridinhos da grande mídia, e seus jornalistazinhos ideologicamente amestrados. Esquecem eles que as queimadas fazem parte da tradição, e que continuam por falta de ação governamental.

Hoje, os que mais reclamam foram os que permaneceram inertes durante os 16 anos em que se mantiveram no poder, a começar pela eterna candidata Marina Silva, que deveria se recordar o ano de 2007, quando era ministra do Meio Ambiente. Neste ano o Brasil cravou o maior índice de desmatamento e incêndios florestais, sem que nenhuma ação fosse feita para coibir esse péssimo costume.

E os incêndios florestais – ou na área rural como um todo, inclusive onde não é mais floresta – grassam no Brasil com a complacência dos órgãos responsáveis pela fiscalização do meio ambiente nos níveis municipal, estadual e federal. Esses órgãos se preocupam mais em proibir as atividades produtivas, mesmo quando sustentáveis, do que fiscalizar as áreas devastadas.

Basta uma pequena olhada nos estudos mantidos no site o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para analisar que o problema não é de agora e os gráficos mostram os anos campeões de desmatamento e incêndios. Mas esses dados passam batidos pela grande mídia, agora desmamada, para quem pouco importa o fato e sim em quem deveremos bater, desde que seja Bolsonaro.

O fogo sem controle na Bolívia passa despercebido, como se a Amazônia não fosse a mesma, pelo simples motivo de preservar o companheiro e cocaleiro Evo Morales. Nesse e em verões passados o continente europeu arde em chamas, ceifando vidas no campo e na cidade, mas nada é considerado relevante. As matas francesas não fazem parte do meio ambiente e nem reparte dinheiro para as ongs brasileiras.

No Brasil, de norte a sul, de leste a oeste, a vegetação é queimada para preparar a terra para nova safra, mesmo de maneira errada. Aqui mesmo em Canavieiras, no Sul da Bahia, em todos os verões as queimadas fogem ao controle queimando cercas, gado e casas. Não aparece o Ibama, se esconde o Instituto Chico Mendes (ICMBio), o Inema se faz de morto, as prefeituras têm medo de desagradar os eleitores.

No nordeste, governado pelo PT e seus satélites, queima-se como quiser sob os olhos caolhos dos ecologistas, notadamente os ecochatos, que pouco estão ligando para o crime ambiental. Pois crime mesmo é somente aquele praticado pelos governos fascistas, nazistas e outros istas que nem eles mesmo sabem o que representam, mas foram amestrados para o propagar o discurso.

O certo mesmo é defender nossos tigres amazônicos, nossas girafas, o nosso verde, da cor dos dólares que chegam pelos bancos para pagar os riquíssimos salários dos ativistas de araque, diretores das antes poderosas ongs. Sem os dólares nas polpudas contas bancárias, não podem rodar o mundo, desfilar em carros caros, se hospedar nos hotéis mais chiques, promover happy hour para a imprensa.

Desmame completo. É hora de gritar!

*Radialista, jornalista e advogado.


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 Penso Assim - por Walmir Rosário 






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