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1 11/09/2019 15:40

Um dos três advogados que tiveram as casas vasculhadas durante uma operação da Polícia Federal em Salvador nesta quarta-feira (11) se desesperou e quebrou um celular diante dos agentes. Depois, ele atirou o telefone pela janela do apartamento. A informação é da coluna de Lauro Jardim, de O Globo.

O advogado também rasgou e jogou pela janela vários documentos - a operação buscava justamente esse tipo de conteúdo. Os policiais recuperaram o celular e também a papelada.

Outros quatro desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) também foram alvo da ação em suas casas e gabinetes. A operação Injusta Causa foi autorizada pelo ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Operação

Cerca de 50 policiais federais, acompanhados de cinco procuradores da República, cumprem 11 mandados de busca e apreensão no órgão público, em escritório de advocacia e nas residências dos investigados.

Enquanto equipes da Polícia Federal foram vistas no Loteamento Aquarius na Pituba, outros agentes federais buscavam documentos no TRT 5ª Região, onde funciona o Fórum Ministro Coqueijo Costas, na Rua Bela Vista do Cabral.

Como os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), um juiz do STJ esteve no TRT-BA  acompanhando a coleta de informações. O CORREIO procurou o STJ e aguarda uma resposta.

Na ação estavam também um delegado federal e agentes da Polícia Federal.  Por volta das 10h, os agentes federais saíram com os malotes lacrados e nada comentaram com a imprensa.

Para não chamar a atenção, agentes chegaram de paletó e gravata - para não chamar a atenção, vestidos como advogados que habitualmente frequentam o fórum. A identificação de que se tratava de policiais só foi possível por conta da saída dos malotes - que exibiam a etiqueta "Polícia Federal". Poucos agentes tinham os distintivos aparente. Outra tática para evitar chamar atenção para a operação foi o uso de veículos sem a logomarca da PF, entre eles duas Pajeros.

Uma advogada disse que houve atraso de uma hora nas audiências agendadas para hoje. "Na segunda turma estava um confusão. Na hora, ninguém sabia o que estava acontecendo", disse ela, fazendo referência as buscas da PF.

Correio







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