Crise da operadora se arrasta há meses e população de Amargosa foi afetada ainda em 2024 com desligamento da telefonia fixa
A decisão da Justiça do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (10), que decretou a falência da operadora Oi, confirma uma crise que já vinha se refletindo em diversas cidades do país, inclusive em Amargosa, no Vale do Jiquiriçá.
No fim de dezembro de 2024, a Oi desativou a rede de telefonia fixa no município, deixando empresas e residências sem acesso ao serviço e sem aviso prévio aos clientes, como determina o contrato de concessão. A medida gerou transtornos e críticas à época, já que a operadora era a única responsável por esse tipo de serviço na cidade.
Mesmo após receber autorização judicial para deixar o modelo de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), em maio de 2024, a empresa tinha a obrigação de manter o atendimento em localidades onde é a única prestadora até dezembro de 2028, o que não foi cumprido em Amargosa.
A falência decretada pela 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, reconhece a incapacidade financeira e patrimonial da companhia, que enfrenta dívidas bilionárias e não conseguiu cumprir o plano de recuperação judicial.
O colapso da operadora também gera preocupação em relação a contratos públicos, como o sistema de videomonitoramento da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), operado por um consórcio entre a Oi e a Avantia Tecnologia. O serviço já vinha apresentando falhas e atrasos de manutenção, o que pode se agravar com o novo cenário.
Mesmo com a falência decretada, a Justiça determinou a continuidade provisória dos serviços de telefonia e internet, sob administração judicial, para evitar a interrupção imediata.
Em Amargosa, porém, a sensação é de que a falência apenas oficializa um abandono que começou há quase um ano, quando os moradores foram deixados sem comunicação e sem resposta da empresa.
Redação: Vale FM


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