O Governo da Bahia ainda não apresentou justificativas formais para o atraso
A crise financeira do Hospital Deputado Luís Eduardo Magalhães (HDLEM), em Porto Seguro, ganhou novo desdobramento nessa semana após o não cumprimento do prazo para pagamento dos salários atrasados dos servidores. O compromisso havia sido firmado durante reunião realizada há dez dias, mas a antiga organização responsável pela administração da unidade não efetuou o repasse, resultando em dificuldades para dezenas de profissionais.
Sem receber há meses, trabalhadores relataram situação de desgaste e insegurança, afirmando que não encontram alternativas para manter o sustento familiar. A falta de posicionamento da gestão estadual, do governador Jerônimo Rodrigues (PT), responsável pelo hospital, aumentou o clima de incerteza entre médicos, enfermeiros e técnicos.
Em pronunciamentos públicos e manifestações de servidores, foi reiterada a cobrança por respostas do Governo da Bahia, que ainda não apresentou justificativas formais para o atraso. As equipes de saúde afirmam que continuam atuando mesmo diante do acúmulo de pendências salariais, situação que causa impacto no funcionamento do hospital, que é referência para toda a região do extremo sul.
Enquanto a normalização dos pagamentos não ocorre, a administração municipal avaliou a possibilidade de ofertar apoio emergencial por meio de estudos jurídicos e financeiros que permitam doação de insumos e materiais ao HDLEM, uma medida que não substitui a responsabilidade do Estado, mas busca amenizar os efeitos imediatos da falta de recursos.
A ausência de esclarecimentos da gestão estadual e o prolongamento da crise mantêm o hospital em estado de alerta. Os profissionais aguardam o cumprimento do compromisso firmado em outubro, enquanto cresce a pressão para que o Governo da Bahia se manifeste e apresente solução para os salários em atraso e para a manutenção do serviço prestado à população.
Da Redação CSFM


1





