O ginásio segue sem qualquer intervenção da gestão municipal até esta sexta-feira (1º)
Telhas metálicas continuam se desprendendo do teto do ginásio Geca, em Canavieiras, mais de trinta dias depois do destelhamento provocado pelas fortes chuvas e ventos que atingiram a cidade no domingo, 19 de outubro, deste ano (relembre). Localizado no sítio histórico, próximo à Câmara de Vereadores, o ginásio segue sem qualquer intervenção da gestão municipal até esta segunda-feira (1º), quando foi visitado pela reportagem. A estrutura continua a gerar riscos de acidentes para transeuntes, residentes e turistas.
O destelhamento parcial ocorreu justamente no fim de semana em que o espaço sediava o Campeonato Baiano de Judô. À época, por sorte as atividades esportivas do domingo já haviam sido encerradas quando a primeira parte do telhado caiu, evitando assim possíveis feridos. Desde então, casas vizinhas, estabelecimentos do entorno e motoristas que precisam colocar os veículos estacionados na via relatam o risco crescente de novas quedas de placas metálicas, que balançam com o vento e se soltam da estrutura superior. Até a data atual, os relatos são de que mais três placas já teriam caído no entorno.

Estado atual do telhado do GECA nesta sexta-feira (1/12). Foto: CSFM
Moradores afirmam que o problema evolui a cada dia. Parte da cobertura permanece instável e com apenas um isolamento paliativo da área, o que aumenta o risco para quem passa pela rua. As queixas chegaram até a Câmara Municipal, onde durante sessão ordinária, um vereador até alertou para a urgência na recuperação do telhado e para o perigo real de danos maiores à estrutura do ginásio, que é um dos, ou senão o mais, importante espaço esportivo do município.
A falta de ação da gestão do prefeito Paulo Carvalho (Avante) tem sido o ponto mais criticado. Mesmo com o risco evidente, a estrutura segue exposta, sem reparos, sem contenção extensa e sem previsão de início da obra. Moradores consideram inaceitável que um equipamento tão importante para crianças, jovens e atletas continue abandonado quase dois meses após o incidente, especialmente por abrigar atividades regulares e eventos oficiais municipais e estaduais.
O Geca, palco de campeonatos, treinos e projetos esportivos, permanece fechado e vulnerável, enquanto a comunidade cobra uma resposta efetiva e imediata do poder público.
Da Redação CSFM


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