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11/12/2025 08:37

Sindicato rejeita proposta da Petrobras e movimento começa em 15 de dezembro em todo o Brasil

Trabalhadores vinculados ao Sistema Petrobras aprovaram, nesta quarta-feira (10), a deflagração de uma greve nacional a partir da zero hora da próxima segunda-feira (15), após considerarem insuficiente a segunda contraproposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A categoria afirma que a negociação ficou travada em temas essenciais que estavam em discussão há meses. 

A rejeição das propostas por parte dos sindicatos ocorreu depois que a Petrobras apresentou, na terça-feira (9), uma nova oferta que, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e outras entidades, não avançou nos principais pontos da pauta reivindicatória, incluindo a busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, melhorias no plano de cargos e salários e garantias de recomposição sem mecanismos de ajuste fiscal (Veja aqui).

Os sindicalistas destacam que a negociação tem se estendido por meses, com diversas rodadas de diálogo entre a FUP, sindicatos e representantes da Petrobras, mas que sem respostas claras para os temas centrais, a mobilização ganhou força (Veja aqui)

Integrantes da categoria também apontam que, por se tratar de uma empresa controlada pelo Governo Federal, há responsabilidade das autoridades na condução do processo negocial, especialmente em questões que envolvem política de valorização salarial e a preservação de direitos trabalhistas históricos, bem como a discussão mais ampla sobre manutenção do caráter público da Petrobras — um dos temas centrais da pauta denominada “Brasil Soberano”. 

Com a rejeição da contraproposta, os sindicatos informaram que notificarão oficialmente a Petrobras sobre a paralisação na sexta-feira (12), cumprindo os prazos legais antes do início da greve. 

Antes do início do movimento, aposentados e pensionistas retomaram uma vigília em frente ao Edifício Senado, sede da Petrobras no Rio de Janeiro, a partir desta quinta-feira (11), em apoio às reivindicações e para pressionar por avanços nas negociações do ACT. 

A Petrobras afirmou que mantém um canal de diálogo com as entidades sindicais e está participando das reuniões para discutir a proposta, além de preparar medidas de contingência caso a greve ocorra. 


Fonte: Bahia Econômica







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