O evento aconteceu no dia 1º de janeiro às 15h
A realização do chamado “arrastão do paredão do gordinho”, na tarde de 1º de janeiro de 2026, em Canavieiras, voltou a gerar questionamentos sobre ordem pública, mobilidade urbana e segurança na região da orla. O evento teve a saídsa da Avenida Barão do Rio Branco até a área da Praia da Costa, passando sobre a ponte do Rio Patipe, que é a única via de ligação da sede do município à Ilha de Atalaia e região das praias.
De acordo com relatos de moradores e frequentadores, entre aproximadamente 15h e 17h o acesso à região das praias ficou interditado devido à concentração de pessoas e à presença de paredões de som que acompanharam o arrastão. A obstrução da via comprometeu o fluxo de veículos e pedestres e dificultou a circulação de quem precisava se deslocar pela área.
A situação foi classificada por moradores como desrespeito ao direito de ir e vir. O volume do som também foi alvo de reclamações. Populares relataram que o nível de ruído e o conteúdo das músicas causaram desconforto, especialmente para famílias com crianças hospedadas em casas e apartamentos na Praia da Costa, que disseram ter permanecido dentro dos imóveis por receio de circular durante o trajeto do evento.

Situação impediu pessoas de receber atendimento médico e de emergência. Foto: Reprodução/ Redes Sociais
O episódio ocorre após seguidas discussões sobre o uso da ponte do Rio Patipe para eventos de grande concentração de público. Em ocasiões anteriores, instituições e representantes da sociedade civil apontaram preocupações envolvendo risco de bloqueio da via, impacto sobre serviços essenciais e possíveis dificuldades para a circulação de ambulâncias, viaturas e equipes de emergência.
Na semana que antecedeu o evento, a rádio Costa Sul FM encaminhou ofícios a órgãos públicos solicitando esclarecimentos técnicos sobre a viabilidade do arrastão no local, incluindo o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), a Polícia Militar (PM) e a Prefeitura Municipal de Canavieiras. Os questionamentos trataram de segurança estrutural, mobilidade, proteção à vida e garantia do direito de circulação. Contudo, não houve manifestação oficial confirmando as providências adotadas para resolver o problema, e o evento ocorreu mesmo sem essas respostas cruciais.

Situação impediu pessoas de receber atendimento médico e de emergência. Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Moradores e comerciantes afirmam que aguardam posicionamento das autoridades sobre medidas de ordenamento e critérios para autorizações futuras, com foco na segurança dos participantes e na preservação das rotinas de quem vive e trabalha na região durante o período de alta temporada. Pessoas ouvidas pela emissora e que enviaram mensagens à rádio Costa Sul FM, destacaram que o ato foi um desrespeito à maioria da população por uma minoria barulhenta que teve aval da Prefeitura e do MP-BA para acontecer. Um ouvinte destacou que "Aqui em Canavieiras não existe lei para os amigos do rei, independente do mal que cometam, quem sofre é a população de bem".
Da Redação CSFM








