A criança iria para o Hospital Régis Pacheco, mas devido à festa, teve que ser socorrida na rotatória da praia, pois o caminho estava bloqueado.
Na manhã desta quinta-feira (8), uma turista de São João do Paraíso, que esteve em Canavieiras para passar as festas de fim de ano, se deparou com uma situação de extremo risco, segundo denúncia encaminhada à nossa equipe.
De acordo com o relato, no dia 1º de janeiro, a mulher estava com a família realizando Day Use (dia de uso) no Makaira Beach Resort, quando a filha dela, de 9 anos, foi atropelada por uma motocicleta que trafegava de forma irregular pela faixa de areia da praia, nas proximidades da margem do mar. Com o impacto da motocicleta, a garota sofreu um corte com sangramento na perna.
A circulação de veículos automotores em praias é proibida pela legislação ambiental brasileira. A Resolução nº 303, de 2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), classifica as praias como áreas de preservação permanente, o que impede o tráfego de veículos, salvo em situações específicas e devidamente autorizadas. O Código Florestal, instituído pela Lei nº 12.651, de 2012, também protege essas áreas, enquanto a Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605, de 1998, prevê sanções para condutas que causem degradação ambiental ou coloquem em risco a segurança e o uso coletivo desses espaços.
Diante da gravidade da situação, funcionários do resort prestaram os primeiros socorros e se dirigiram para conduzir a família até a base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). No entanto, ao chegar mais próximo da zona de barracas de praia, o veículo não conseguiu avançar devido ao arrastão do paredão promovido pela Prefeitura Municipal de Canavieiras, que acontecia na região da ponte sobre o Rio Patipe, e que deixou a única via de acesso da ilha à sede completamente bloqueada, sem circulação de veículos.
Ainda segundo a denúncia, a GCM, que estava presente no local, informou que não havia possibilidade de liberação do trânsito naquele momento. E, em meio ao desespero, o pai da criança precisou retirá-la do carro e carregá-la no colo, sangrando, até essa base localizada na rotatória da praia, onde havia um médico de plantão, que realizou o atendimento emergencial.
A criança recebeu atendimento médico, com limpeza do ferimento e sutura, sendo necessários quatro pontos. Ela foi medicada e segue em recuperação seguindo orientação médica.
Segundo a turista, a situação poderia ter tido consequências ainda piores caso o ferimento fosse de maior gravidade.
Da Redação CSFM







