O alvo era considerado de alta periculosidade e figurava como “7 de Espadas” no Baralho do Crime da SSP-BA
Líder de organização criminosa com atuação predominante no sul da Bahia foi preso na quarta-feira (4), na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, durante ação integrada de cooperação policial nacional e internacional. O alvo era considerado de alta periculosidade, figurava como “7 de Espadas” no Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e possuía dois mandados de prisão em aberto.
Segundo informações oficiais, um dos mandados se referia à recaptura por homicídio qualificado. O outro correspondia a uma prisão definitiva, decorrente de condenação transitada em julgado a 21 anos de reclusão, em regime fechado, também por homicídio duplamente qualificado praticado durante um evento público.
As investigações indicaram que o investigado tinha no tráfico de drogas a principal fonte de renda, com expansão das atividades para crimes violentos contra o patrimônio, homicídios de rivais e de integrantes do próprio grupo, além de extorsões e transporte clandestino. As apurações apontaram ainda articulações realizadas a partir de unidades prisionais e forte influência criminosa no município de Ilhéus, com conexões interestaduais e tentativa de ampliação territorial para áreas sob domínio de grupos rivais.
Mesmo foragido, o investigado mantinha capacidade de comando à distância, conforme apurado pela Polícia Civil (PC). A captura foi resultado de monitoramento e trabalho de inteligência realizado em cooperação entre forças de segurança estaduais e federais do Brasil, com apoio de órgãos internacionais.
A ação contou com a participação da Polícia Civil da Bahia, por meio da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ª Coorpin/Ilhéus), da Polícia Civil do Rio de Janeiro (RJ), da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro, da Inteligência de Capturas da Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro e do Centro de Cooperação Policial Internacional da Polícia Federal no Rio de Janeiro (CCPI-RJ). As investigações seguem para identificar outros integrantes da organização criminosa e avançar na desarticulação da estrutura financeira e operacional do grupo.
Da Redação CSFM









