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12/02/2026 15:38

Presidente da Corte reúne ministros para tratar de relatório da Polícia Federal que menciona Dias Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspendeu a sessão plenária desta quinta-feira (12) após as primeiras sustentações orais e convocou uma reunião com todos os ministros para tratar dos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.

Ao abrir os trabalhos, Fachin informou que apenas as sustentações iniciais seriam realizadas e que os demais processos previstos na pauta não seriam analisados. Segundo ele, a interrupção ocorreu para permitir um diálogo entre os integrantes da Corte.

A decisão foi anunciada um dia após a divulgação de informações sobre a perícia realizada pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Mensagens analisadas pela investigação fazem menção ao ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo. Conforme apurado, o banqueiro teria citado um suposto pagamento de R$ 20 milhões a uma empresa ligada ao magistrado. Até o momento, não há confirmação de transferência do valor.

A Polícia Federal apura se recursos teriam partido de uma empresa que foi sócia de um fundo relacionado ao Banco Master e que investiu no Tayayá Resort, empreendimento que já pertenceu a familiares de Toffoli. Um fundo administrado por empresa mencionada na investigação aplicou cerca de R$ 4,3 milhões no local. Atualmente, a família do ministro não integra mais o quadro societário do resort.

A condução do processo por Toffoli vem sendo questionada desde o início da relatoria. Após assumir o caso, o ministro viajou para a final da Libertadores, no Peru, em aeronave que também transportava um advogado ligado à defesa do banco. Em 2026, ele determinou que o material apreendido pela Polícia Federal fosse lacrado e encaminhado diretamente ao STF, decisão que gerou reação na corporação. Posteriormente, autorizou o acesso às provas, mas designou agentes específicos para acompanhar a perícia.

Com a divulgação das mensagens, a Polícia Federal solicitou que Toffoli seja declarado suspeito para continuar na relatoria. O ministro rejeitou a possibilidade de se afastar. Caberá a Fachin analisar e decidir sobre o pedido.

Além da suspensão da sessão, o presidente do STF convocou uma reunião com todos os ministros ainda nesta quinta-feira, com participação presencial e por videoconferência, para dar ciência do relatório da Polícia Federal e discutir os próximos encaminhamentos. A Procuradoria-Geral da República já foi informada sobre o teor do documento.


Da redação: Vale FM







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