A passagem é aberta quando o nível do Rio Jequitinhonha ameaça o bairro e adjacências
Moradores, pescadores e trabalhadores da pesca participaram de um mutirão na quarta-feira (4) para tentar abrir novamente a chamada Barra do Norte, do bairro Biela, em Belmonte. A ação busca criar uma passagem para que a água do rio Jequitinhonha escoe com mais facilidade para o mar, após o aumento do volume provocado pela liberação de água da barragem da hidrelétrica de Itapebi.
O aumento do nível do rio começou a causar alagamentos em áreas da cidade, principalmente no bairro da Biela. Algumas ruas ficaram tomadas pela água e moradores passaram a acompanhar de perto a evolução da cheia. A abertura da barra é considerada uma medida emergencial para diminuir a pressão da água que chega à região urbana.
Desde as primeiras horas do dia, pescadores, marisqueiras, moradores e equipes da prefeitura trabalharam juntos na tentativa de abrir o canal. A operação contou com esforço manual e também com apoio de máquinas para retirar areia e sedimentos acumulados no local.
A abertura da barra já havia sido feita anteriormente, mas o avanço da maré e o acúmulo de areia acabaram fechando novamente a passagem durante a madrugada. Com isso, a água voltou a ficar represada e o nível do rio permaneceu alto em vários pontos da cidade.

Imagem: Portal do Guaiamum
O problema se agravou após a liberação de água da barragem da hidrelétrica de Itapebi, que fica no mesmo curso do rio Jequitinhonha. A usina faz o controle do reservatório e pode liberar volumes maiores em períodos de chuva ou quando o nível do lago atinge limites operacionais.
No bairro da Biela e também em áreas próximas, como Arrozinho, algumas ruas passaram a apresentar pontos de alagamento e trechos de acesso ficaram comprometidos. Moradores acompanham a situação enquanto o trabalho de abertura da barra segue ao longo do dia.
A Defesa Civil municipal e a prefeitura mantêm monitoramento do nível do rio e orientam moradores de áreas mais baixas a permanecer atentos. Caso a água avance para dentro das residências, a recomendação é buscar locais seguros até que o nível volte a baixar.
Da Redação CSFM








