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18/05/2026 15:34

São cerca de 926 obras interrompidas, atrasadas ou sem conclusão.

A Bahia aparece entre os estados brasileiros com maior quantidade de obras públicas paralisadas financiadas com recursos federais, segundo dados atualizados do Tribunal de Contas da União (TCU). Levantamentos divulgados entre 2025 e 2026 apontam que o estado possui cerca de 926 obras interrompidas, atrasadas ou sem conclusão, número que representa mais da metade dos contratos ativos vinculados à União em território baiano.

Os dados integram o Painel de Obras Paralisadas do TCU, ferramenta criada para monitorar empreendimentos custeados com verbas federais. O relatório mais recente mostra que a Bahia concentra aproximadamente 52% de suas obras públicas federais sem conclusão, colocando o estado entre os líderes nacionais em paralisações.

Segundo o TCU, cerca de R$ 1,5 bilhão já foram aplicados em obras paradas na Bahia. Para que os empreendimentos sejam concluídos, ainda seriam necessários aproximadamente R$ 1,3 bilhão adicionais.

As áreas mais afetadas no estado são educação, saúde e infraestrutura urbana. A educação básica lidera o número de paralisações na Bahia, com cerca de 412 obras interrompidas, incluindo creches, escolas, quadras esportivas e ampliações de unidades escolares.

Na saúde, há dezenas de unidades básicas, policlínicas e equipamentos hospitalares sem conclusão. Já no setor de infraestrutura, o TCU destaca projetos rodoviários e obras de mobilidade urbana que seguem travados há anos.

Entre os casos de maior valor financeiro aparece a duplicação da BR-116 na Bahia. Segundo o painel do TCU, a obra recebeu mais de R$ 263 milhões em repasses públicos, mas segue paralisada.

O levantamento nacional do TCU mostra que o Brasil possui atualmente mais de 11,4 mil obras públicas paralisadas financiadas com recursos federais. A Bahia aparece entre os estados com maior volume absoluto de empreendimentos interrompidos.

Em números anteriores divulgados pelo TCU, ainda em 2023, a Bahia já registrava 840 obras paradas, equivalentes a 46,9% dos contratos vigentes naquele período. O crescimento para 926 obras indica aumento das paralisações nos últimos levantamentos.

O relatório aponta que os principais motivos para as interrupções incluem abandono de empresas contratadas, problemas técnicos nos projetos, falta de pagamento, dificuldade de gestão por prefeituras e órgãos estaduais, pendências judiciais, além de irregularidades administrativas.

Embora o painel nacional não apresente em suas publicações resumidas a lista completa de todos os municípios baianos afetados, os dados mostram concentração significativa de obras paralisadas em cidades de médio e grande porte, especialmente Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus, Juazeiro, Porto Seguro, Barreiras, Camaçari, Jequié, Teixeira de Freitas e municípios do semiárido baiano, principalmente em empreendimentos ligados à educação básica e saúde pública.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) informou que parte das obras paralisadas começou a ser incluída no programa federal de retomada de construções inacabadas. Segundo o governo federal, houve redução nacional no número de obras educacionais interrompidas desde a criação do pacto de retomada, mas milhares de empreendimentos ainda seguem sem conclusão.

Dados nacionais do TCU apontam que educação e saúde concentram aproximadamente 70% das obras paralisadas do país.


Da Redação CSFM







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