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18/05/2026 15:34

Avanço de casos no Congo e em Uganda levou organização a emitir alerta máximo de saúde pública

A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional após o avanço de um novo surto de Ebola na África Central. O alerta foi emitido no último sábado (16), diante do aumento de casos suspeitos e mortes relacionadas à circulação do vírus na República Democrática do Congo e em Uganda. A classificação representa o nível máximo de atenção internacional para eventos sanitários com potencial de propagação entre países.

Segundo dados atualizados por autoridades de saúde e agências internacionais, o surto já ultrapassa 300 casos suspeitos, com mais de 80 mortes sob investigação, principalmente na província de Ituri, no leste do Congo. Casos também foram identificados em território ugandense, incluindo registros na capital, Kampala, ampliando a preocupação sobre transmissão transfronteiriça.

O atual surto é provocado pela variante Bundibugyo, uma cepa rara do vírus Ebola identificada pela primeira vez em Uganda, em 2007. Diferentemente da variante Zaire, associada a outros surtos recentes, a cepa Bundibugyo ainda não possui vacina aprovada nem tratamento específico disponível em larga escala, fator que elevou o grau de preocupação entre autoridades sanitárias internacionais.

De acordo com especialistas da OMS, a declaração foi motivada não apenas pelo número de casos, mas também pela velocidade de disseminação, pela circulação do vírus em áreas urbanas e pela dificuldade de rastreamento em regiões afetadas por conflitos armados, deslocamentos populacionais e infraestrutura de saúde limitada. Organizações humanitárias e equipes internacionais já começaram a montar centros de tratamento, ampliar a capacidade laboratorial e intensificar o rastreamento de contatos.

O Ebola é uma doença viral grave, transmitida por contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas, além de objetos contaminados. O período de incubação pode variar de 2 a 21 dias, e a transmissão ocorre somente após o início dos sintomas.

Entre os sinais mais comuns estão:

-Febre alta repentina
-Fraqueza intensa
-Dores musculares
-Dor de cabeça
-Vômitos e diarreia
-Sangramentos em casos mais graves

A taxa de letalidade pode variar entre 30% e 50%, dependendo da variante e da rapidez no atendimento médico.

A OMS informou que, apesar da gravidade do cenário, não há indicação de pandemia neste momento. O risco global continua sendo considerado baixo, mas há preocupação regional, especialmente em áreas de fronteira e grandes centros urbanos com intensa circulação populacional. Países vizinhos já começaram a reforçar monitoramento em aeroportos, fronteiras terrestres e unidades hospitalares.


Redação: Vale FM 







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