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19/05/2026 17:31

As operações acontecem entre os dias 19 e 21 de maio e têm como objetivo treinar as Forças Armadas para situações classificadas pelo governo como “ameaça de agressão”.

A Rússia anunciou nesta terça-feira (19) a realização do maior exercício militar nuclear desde o fim da Guerra Fria, encerrada em 1991. Segundo o Ministério da Defesa russo, as operações acontecem entre os dias 19 e 21 de maio e têm como objetivo treinar as Forças Armadas para situações classificadas pelo governo como “ameaça de agressão”.

De acordo com as autoridades russas, os exercícios envolvem aproximadamente 64 mil militares e cerca de 7.800 equipamentos militares. A operação inclui mais de 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos.

As manobras também abrangem testes com armas nucleares posicionadas em Belarus, aliado estratégico de Moscou. O governo russo confirmou ainda o deslocamento do míssil hipersônico Oreshnik para território bielorrusso. O armamento possui capacidade nuclear. Mísseis balísticos intercontinentais e mísseis de cruzeiro também devem ser utilizados durante os treinamentos militares.

O anúncio ocorre em meio ao aumento das tensões relacionadas à guerra entre Rússia e Ucrânia. Nos últimos dias, os dois países registraram alguns dos ataques aéreos mais intensos desde o início do conflito.

Nesta terça-feira (19), quatro pessoas morreram nas regiões de Chernigiv e Sumy, no norte da Ucrânia, durante novos ataques. Moscou também voltou a ser alvo de bombardeios no fim de semana, segundo informações divulgadas pelas autoridades russas.

Os exercícios militares acontecem ainda em um momento de fortalecimento das relações diplomáticas e estratégicas entre Rússia e China. O presidente russo Vladimir Putin chegou nesta terça-feira a Pequim para uma reunião com o líder chinês Xi Jinping, poucos dias após a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao território chinês.

A viagem representa a 25ª visita oficial de Putin à China em mais de duas décadas no poder. Nos últimos anos, Moscou e Pequim ampliaram a cooperação comercial, diplomática e de segurança.

Antes da viagem, o governo russo divulgou uma mensagem na qual Vladimir Putin classificou a parceria entre os dois países como um relacionamento em “nível verdadeiramente sem precedentes”.

 

Da Redação CSFM







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