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05/06/2026 10:32

O documento teria sido incluído nas negociações conduzidas com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR)

A nova proposta de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, voltou a colocar sob investigação contratos firmados entre empresas ligadas ao empresário e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Segundo informações divulgadas nesta semana por veículos da imprensa nacional, a nova versão da delação menciona a existência de um contrato de aproximadamente R$ 50 milhões firmado em agosto de 2025 entre uma empresa ligada a Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. O documento teria sido incluído nas negociações conduzidas com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com os relatos atribuídos à proposta de colaboração, o novo contrato teria sido estruturado para garantir a continuidade dos pagamentos previstos em um acordo anterior firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia. O contrato original previa pagamentos que totalizariam cerca de R$ 129 milhões ao longo de 36 meses.

A delação também teria apontado que ainda restava um saldo próximo de R$ 50 milhões a ser quitado quando o Banco Master enfrentou medidas que culminaram na liquidação da instituição. Segundo as informações divulgadas, o novo instrumento contratual buscaria assegurar o pagamento desse montante remanescente.

O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados já havia confirmado anteriormente a existência de contrato de consultoria jurídica prestado ao Banco Master entre 2024 e 2025. Em nota pública, a banca informou que os serviços envolveram revisão de governança corporativa, compliance, elaboração de pareceres jurídicos e assessoramento regulatório, afirmando ainda que nunca atuou em processos do Banco Master no Supremo Tribunal Federal.

Em relação ao suposto novo contrato citado na delação, o escritório negou a existência de acordo adicional com empresas ligadas a Daniel Vorcaro. Já o ministro Alexandre de Moraes não comentou as alegações divulgadas pela imprensa.

A proposta anterior de colaboração apresentada por Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal. Nesta semana, a defesa do empresário protocolou uma nova versão do acordo, que será analisada pelos investigadores e pela Procuradoria-Geral da República. Somente após essa avaliação será decidido se haverá continuidade das negociações para eventual homologação da colaboração premiada perante o Poder Judiciário.

Caso a nova proposta seja aceita, os próximos passos incluem a validação das informações apresentadas, a obtenção de documentos e provas de corroboração, a manifestação da Procuradoria-Geral da República e, posteriormente, a análise judicial sobre a homologação do acordo. Se homologada, a colaboração poderá ampliar as investigações já em andamento sobre o Banco Master e seus contratos com empresas, agentes públicos e escritórios de advocacia mencionados nos depoimentos.

Daniel Vorcaro permanece como uma das principais figuras investigadas nos desdobramentos do caso Banco Master, que vem sendo apurado por órgãos federais desde o fim de 2025.

 

Da Redação CSFM







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