Pesquisa mostra que, apesar da percepção de afastamento, maioria considera a presença paterna fundamental para o desenvolvimento das crianças.
Metade dos brasileiros acredita que os pais estão menos presentes na criação dos filhos atualmente em comparação com gerações anteriores. Ao mesmo tempo, a presença paterna continua sendo considerada importante pela maioria da população.
Os dados são de uma pesquisa do Instituto Nexus, realizada com 2.013 pessoas de diferentes regiões do país. O levantamento também mostra diferenças entre homens e mulheres na percepção sobre a participação dos pais na vida dos filhos.
Entre as mulheres, 56% afirmam que os pais estão menos presentes hoje, enquanto 31% percebem um aumento nessa participação. Já entre os homens, 44% avaliam que a presença paterna aumentou e outros 44% entendem que diminuiu.
Presença no dia a dia é o principal atributo
Para oito em cada dez entrevistados, a presença e o papel do pai têm importância alta ou muito alta para o desenvolvimento das crianças. O índice chega a 81% entre os homens e a 73% entre as mulheres.
Quando questionados sobre o que caracteriza um bom pai, 49% apontaram a presença no dia a dia como principal característica. Em seguida aparecem educar e orientar com limites, com 19%; demonstrar carinho e afeto, 8%; dar bons exemplos, 7%; e oferecer segurança financeira, 3%.
Entre as mulheres, 53% destacaram a convivência diária como o principal aspecto da paternidade. Entre os homens, o percentual foi de 45%.
Percepção muda conforme a idade
A pesquisa também encontrou diferenças entre as gerações. A presença cotidiana é mais valorizada entre pessoas de 25 a 40 anos, com 56%, e entre jovens de 16 a 24 anos, com 55%.
Já entre os entrevistados mais velhos, a educação e a orientação dos filhos ganham maior importância. Esse aspecto foi citado por 24% das pessoas entre 41 e 49 anos e por 26% daqueles com 60 anos ou mais.
Para Marcelo Tokarski, CEO do Instituto Nexus, os números apontam uma transformação na forma como a sociedade enxerga a paternidade. Segundo ele, o papel do pai estaria cada vez menos relacionado apenas à responsabilidade financeira e mais ligado à participação efetiva na rotina dos filhos.
Da redação: Vale FM









