Tragédia atingiu áreas do Himalaia; equipes de resgate enfrentam dificuldades para chegar às regiões mais isoladas
O número de mortos após as fortes enchentes e deslizamentos que atingiram a região do Himalaia, entre o Nepal e a China, passou de 550. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28), autoridades nepalesas localizaram 547 corpos, enquanto o governo chinês confirmou cinco mortes no Tibete.
O número de vítimas ainda pode aumentar. Cerca de 1.500 pessoas estão desaparecidas, e equipes de emergência enfrentam dificuldades para chegar a algumas das áreas mais remotas e atingidas pelo desastre.
A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas tenham sido afetadas pelos deslizamentos e pelas inundações. A entidade também alertou para o risco de novos episódios de enchentes na região.
Resgates enfrentam obstáculos
As operações de emergência chegaram a ser interrompidas temporariamente após o rompimento das margens de um lago, provocando o transbordamento da água e aumentando o temor de uma nova inundação repentina.
Com a redução do nível da água, as autoridades do Nepal e da China informaram que o risco imediato de uma nova cheia diminuiu e as operações de resgate puderam ser retomadas.
Entre os trabalhos realizados pelas equipes está o resgate de turistas que ficaram isolados. Ao menos 117 estrangeiros foram retirados das áreas afetadas, incluindo 85 indianos, 16 chineses, nove sul-coreanos, dois italianos e dois norte-americanos.
Risco de novos deslizamentos
Mesmo com a diminuição do risco de uma nova inundação repentina, as condições permanecem perigosas. Chuvas, deslizamentos, estradas destruídas e o difícil acesso às comunidades prejudicam as buscas por sobreviventes.
A Cruz Vermelha alertou que uma nova inundação poderia atingir áreas que ainda não receberam assistência adequada. Equipes de resgate e voluntários também estão orientando moradores sobre os riscos e tentando levar ajuda às comunidades afetadas.
O desastre deixou milhares de pessoas desabrigadas e provocou danos significativos à infraestrutura em uma das regiões mais montanhosas e de difícil acesso do mundo.
Da redação: Vale FM









