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15/09/2026 08:20

Na denúncia, o MPBA afirma que o grupo apresentava características de uma facção ultraviolenta

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) denunciou 13 pessoas por suposta participação em uma organização criminosa apontada como ultraviolenta e com atuação em Trancoso, Arraial d’Ajuda, Porto Seguro e outras localidades do extremo sul baiano. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (14) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) Sul, após as investigações da Operação Costa Limpa.

Segundo o MPBA, o grupo possuía uma estrutura dividida em diferentes funções, com integrantes responsáveis pelo comando, distribuição de drogas, arrecadação de dinheiro, lavagem de capitais, transporte de armas e logística da organização.

As investigações foram conduzidas pelo Gaeco Sul em conjunto com a 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), sediada em Eunápolis. De acordo com a acusação, a organização seria liderada por um homem apontado como responsável pelo comando do grupo.

Ainda conforme o Ministério Público, a organização teria desenvolvido uma rede de distribuição de drogas por meio de entregas e mantido locais destinados ao armazenamento de entorpecentes. As apurações também identificaram uma estrutura voltada à circulação de armamentos e movimentações financeiras que, segundo a acusação, estariam relacionadas à ocultação e lavagem de recursos provenientes do tráfico.

Na denúncia, o MPBA afirma que o grupo apresentava características de uma facção ultraviolenta, com controle territorial, intimidação, uso de armas e imposição de regras internas por meio do chamado “tribunal do crime”.

As investigações também teriam identificado negociações envolvendo a aquisição de armas, incluindo fuzis e outros armamentos de alto poder ofensivo. Para o Ministério Público, a violência faria parte da estrutura de funcionamento da organização, que utilizaria punições internas e ameaças para manter o controle sobre integrantes e territórios.

O material reunido durante a investigação inclui relatórios de inteligência, informações financeiras, dados extraídos de celulares, registros relacionados ao tráfico de drogas e comunicações entre os investigados.

Segundo a denúncia, os 13 investigados estavam divididos em núcleos de atuação. Um deles seria responsável pelas atividades operacionais, como distribuição de drogas, entregas, arrecadação de valores, logística e transporte de armamentos.

Outro núcleo teria atuação financeira, com funções relacionadas à arrecadação, movimentação e ocultação de recursos supostamente obtidos com o tráfico. Um terceiro grupo teria desempenhado atividades de apoio e suporte operacional, incluindo distribuição de entorpecentes, armazenamento de drogas e manutenção da estrutura logística.

Os 13 denunciados poderão responder, conforme as condutas atribuídas individualmente pelo Ministério Público, por crimes como organização criminosa ultraviolenta, tráfico de drogas, lavagem de capitais e favorecimento ao domínio social estruturado.

A denúncia ainda será analisada pela Justiça, e os acusados terão direito à defesa e ao devido processo legal.

 

Da redação CSFM







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