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25/09/2026 08:56

O sistema, chamado Mirai, foi desenvolvido para realizar previsões de risco de um a cinco anos a partir das imagens.

Uma Inteligência Artificial (IA) desenvolvida por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em parceria com o Massachusetts General Hospital, foi criada para analisar mamografias e estimar o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama nos anos seguintes. O sistema, chamado Mirai, foi desenvolvido para realizar previsões de risco de um a cinco anos a partir das imagens.

O modelo foi treinado inicialmente com uma base de mais de 200 mil exames realizados no Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos. Posteriormente, a tecnologia foi avaliada com dados de instituições de outros países, incluindo hospitais na Suécia, em Taiwan, Israel e no Brasil. Um estudo multicêntrico reuniu 128.793 mamografias de 62.185 pacientes em sete instituições de cinco países.

O funcionamento do Mirai é diferente de uma simples análise para identificar um tumor já existente. A inteligência artificial procura padrões presentes nas imagens das mamas que possam estar relacionados ao risco futuro de desenvolvimento da doença e produz uma pontuação individual de risco.

A proposta é que essa informação possa auxiliar profissionais de saúde na definição de estratégias de acompanhamento, como a necessidade de exames adicionais ou de um intervalo menor entre os rastreamentos para pacientes classificadas como de maior risco. O modelo também foi desenvolvido para produzir estimativas em diferentes períodos, permitindo calcular o risco ao longo dos cinco anos seguintes ao exame.

Os pesquisadores, no entanto, destacam que a tecnologia não representa uma previsão definitiva de que uma mulher desenvolverá câncer. Trata-se de uma estimativa estatística de risco e, por isso, sua utilização precisa considerar a avaliação médica e outros fatores clínicos.

Estudos posteriores continuam avaliando o desempenho do Mirai em diferentes populações e sistemas de mamografia. Pesquisas publicadas nos últimos anos também analisaram como a inteligência artificial chega às suas estimativas e quais características das imagens podem estar relacionadas às previsões feitas pelo modelo.

A tecnologia faz parte de uma linha de pesquisas que busca utilizar inteligência artificial não apenas para identificar doenças já presentes nos exames, mas também para estimar riscos antes que alterações possam ser diagnosticadas pelos métodos convencionais. O objetivo é permitir estratégias de acompanhamento mais individualizadas, embora ainda sejam necessários estudos e validações para ampliar a utilização desses sistemas na rotina clínica.

 

Da Redação CSFM







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