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1 26/04/2018 16:30

Nas campanhas políticas os candidatos se repetem exaustivamente para o combater o tamanho do Estado, criado para gerir nossas necessidades públicas e que se tornou um paquiderme, pesadão e omisso. Quer dizer...tudo isso é muito pouco se levarmos em conta o objetivo para o qual foi criado e o afastamento de suas finalidades, agindo, sempre, contra quem deveria beneficiar: o povo.

O Estado, ente federativo, não produz, toma o dinheiro dos contribuintes em forma de tributos, cada vez mais escorchantes, gasta, e muito mal, pois detém a capacidade de cobrar, cada vez mais. A administração é ineficiente, os recursos são mal geridos e aplicados na forma desejada pelos políticos, nunca para beneficiar os que realmente precisam.

Os investimentos e custeio não são planejados, e quando são, a aplicação desses recursos não obedece a Lei Orçamentária, o Plano Plurianual e outros instrumentos legais instituídos para o bom andamento e cumprimento dos preceitos. Existe um orçamento, previsão legal, recursos entesourados, mas as ações encontram muitas dificuldades para serem executadas pelo Estado.

Cada governante usa o Estado para projetos de governo, de acordo com sua ideologia, e mesmo nos governos com matiz ideológica diferente, alguns grupos continuam entrincheirados no poder, agindo à sorrelfa, de forma dissimulada, elaborando projetos partidários. Segregam grupos como os indígenas, quilombolas, negros, mulheres, homossexuais, dentre outros, explorando-os na luta (deles) contra a sociedade.

Aqui pertinho de nós, esse comportamento está presente na Reserva Extrativista (Resex) de Canavieiras, cujo pessoal também sofre esse tipo de exploração, e sob o pretexto de serem diferentes, são tratados como grupo de coitados. Por serem diferentes, deveriam receber tratamento diferenciado, mas não são tratados como desiguais para permitir que cheguem à igualdade.

É como se estivéssemos na Índia, por exemplo, onde permanece (ainda) o sistema de castas, criadas para limitar o homem em seu habitat, impedindo-os de almejar uma vida diferente para si e sua família. Se nasceram pescadores, têm de continuar pescando de forma artesanal e nunca pensar ou chegar a ser o dono de um barco, impensável, então de uma frota pesqueira.

Pra começo de conversa, segrega-os quando proíbem ou dificultam o ingresso de pessoas não residentes na Resex, mas não fomentam ou criam as condições que os nativos possam tirar proveito econômico, financeiro ou social, através do conhecimento em atividades laborais. É o antidemocrático e antieconômico “permaneça como se encontra” pelo resto de sua vida.

Proíbem, como o fizeram por meio da Portaria 313, de 12 de abril de 2018, elaborada e publicada pelo Ministério do Meio Ambiente (ICMBio), o trabalho de empresas que operam o turismo em Canavieiras, na área da Resex. Na verdade, criaram uma reserva de mercado, sob a desculpa que essa atividade deverá ser exercida por meio do chamado turismo de base sustentável, explorada por uma famigerada ONG, quando não existe nenhuma dessas no local, ou pessoal preparado para exercer esse mister.

Até mesmo a entrada de uma pessoa para praticar a pesca amadora, do tipo pesque e solte, deverá ser acompanhado por um beneficiário da Resex, um tipo de fiscal, com hora marcada, como se preparo tivessem para desempenhar a atividade. A intenção, está mais do que provado, é manter seus ricos empregos, gastando fortunas do pobre e indefeso contribuinte, com um custo de manutenção desses técnicos em carros caríssimos, equipamentos de ponta, enquanto marginalizam a população.

São essas mesmas pessoas que tratam a atividade privada como o “inimigo número um”, perseguindo-a por motivos ideológicos, como é o caso da carcinicultura, a criação de camarões, em Canavieiras. Para eles, o que dá certo está errado, desde que não esteja lá na cartilha de seus partidos, embora seja totalmente prejudicial para a população e para o Estado, o que para eles pouco importa.

A simples retirada de um galho de pau de mangue somente é permitida aos beneficiários da Resex e proibida para qualquer vizinho da área, mesmo sendo pescador, marisqueira ou um desempregado necessitado. Essa é apenas mais comprovação de que pouco importa o desenvolvimento da população, sua condição de pobreza ou o extremo grau de risco e vulnerabilidade.

É o Brasil dividido, como querem os partidos que antes eram alinhados à esquerda e que continuam agindo como se o “muro de Berlim” ainda existisse como segregador do povo alemão. Vivem num mundo onde a igualdade é sua condição de pertencer a uma elite que não pensa nos brasileiros, mas tão somente numa ideologia fracassada em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Radialista, jornalista e advogado.


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 Penso Assim - por Walmir Rosário 






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