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1 20/03/2020 11:31

O brasileiro é um bicho bastante esquisito. Vive de modismo. E cada um vivido com bastante intensidade antes que passem, deem lugar a ao próximo. O modismo do momento é o coronavírus, especialmente importado da China sem que precisasse passar por qualquer inspeção da fiscalização alfandegária. De norte a sul, de leste a oeste, o medo do coronavírus virou (proposital) pavor, cagaço, caguira, sei lá mais o quê.

De repente, não mais que de repente, se armou uma operação de guerra para um fato existente e que merece os devidos cuidados, incluindo neste plano a dispensa do trabalho, coisa insignificante na economia de qualquer país. Nunca antes na história deste Brasil Varonil cuidou-se tanto de uma doença – que pode levar a óbito, morte – desprezando-se outras tantas formas de morrer.

Se nos atermos aos números oficiais alardeados pelas estatísticas oficiais, em 2019 foram assassinados 41.635 mortes, comemoradas com a redução de 19% em relação ao ano anterior. As gripes foram responsáveis por cerca de 900 mortes no ano passado e o câncer (vários tipos) matou 103.583 mulheres e 115.057 homens, em 2017, conforme estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Se passarmos a falar sobre o já tão comum Acidente Vascular Cerebral, o AVC, cerca de 400 mil pessoas acometem os brasileiros e cerca de 100 desses conterrâneos não sobrevivem para contar a história. Passaríamos aqui horas e horas descrevendo as mortes nas suas mais variadas formas, sem qualquer histeria, com dados colhidos por institutos sérios, além daquelas tidas como natural.

Mas enfim, o que nos interessa é como o coronavírus se tornou a bola da vez, na marca do pênalti, para ser cobrado aos 49 minutos do segundo tempo, com direito a marcar o gol do campeonato. Como dizia o filósofo futebolístico Neném Prancha, esse pênalti deveria ser batido pelo presidente do time, devido a alta importância que representa para a agremiação e sua torcida.

Remeto o caso em questão ao futebol, dado ao enorme número de especialistas técnicos: os brasileiros natos, naturalizados e os estrangeiros residentes por essas plagas, todos PhD em Coronavírus. Cada um desses intrometidos apresenta tese diferente de comportamento, que vai do comportamento, tipo de tratamento, e até mesmo da morte dos mais aparentados ao perfil de risco.

No Brasil, até agora o Coronavírus foi o que obteve mais prestígio por ser objeto de estudo das classes política, econômica, filosófica, jornalística sabe-tudo, desocupada e, por último da saúde – a correta. Dentre todas, a política – aliada à jornalística – é a que mais decide. Isso sem falar no judiciário, com os recursos garantidos para vacinar os senhores ministros do STF, e mordomias outras do legislativo.

Acuados, no final do corredor polonês, se encontra o poder executivo, que tem que se virar para custear as mais estapafúrdias decisões, como se governo fosse hoje uma fábrica de dinheiro (antes já foi) ou produzisse riquezas. Digo isso calcado na premissa da ociosidade reinante por decretos em todo o país, para que todos fiquem em casa, como se fôssemos país primeiro mundo, recheado de poupanças por todos os lados.

E nessas recomendações histéricas estão contidas as arapucas da oposição ao governo federal, inconformada com o avanço econômico que o Brasil vem alcançando para recuperar duas décadas de desmandos e corrupção. Com a paralisia reinante no momento, por certo os resultados serão cobrados, como a diminuição do Produto Interno Bruto (PIB) projetado em 1,1%. Será o delírio!

Antes que uma guerra contra o Coronavírus, estamos vivendo uma guerra política patrocinada pelos descontentes com o esvaziamento das burras com o suado dinheiro do pobre contribuinte, possível paciente do Covid-19. Num momento grave como esse é preciso equilíbrio de ambos os lados para atuar com razão, desmobilizando a arraigada oposição inconsequente, por inconformada.

Ainda não é chegada a hora de buscarmos os culpados pelo Coronavírus, pois todos sabemos da postura das autoridades chinesas, ditadores que querem se passar por democratas pela força dos dólares. Não entabulo conversações e nem promovo escritas sobre discursos ideológicos tramados por traições, coisa da ficção, tomada há muito pela esquerda, mas acredito piamente na obra e graça desse povo. Lembrem da vassoura de bruxa.

Pra finalizar, não esqueçamos da dengue, da chikungunya, que mataram e continuam matando ano após ano, por falta de fazermos o dever de casa, com toda a cumplicidade de nossos governantes. De mais, ainda não dá – até por falta de previsão legal – para o brasileiro escolher de que tipo de morte quer morrer, se por violência, ou uma das várias doenças existentes. A não ser que prefira morrer de fome, tipo de morte que atinge mais de 6 mil brasileiros por ano.

Radialista, jornalista e advogado


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 Penso Assim - por Walmir Rosário 






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