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1 15/08/2019 10:00

“As palavras-chave são versatilidade e reinvenção”, insiste Leo Chaves, durante a conversa de meia hora com o Sessão Extra ao telefone. Depois de 27 anos na companhia artística do irmão de sangue, Victor, do anúncio da separação, em agosto de 2018, e do afastamento dos palcos desde então, o cantor agora se lança em carreira solo, surpreendendo: esqueça a música rural, marca registrada da então dupla mineira. 
 
— Tenho quase 20 novas canções já produzidas, que lançarei como singles, em sequência. Gravei brega refinado, forró, arrocha, pop, pop-rock, balada romântica, R&B, folk e até sofrência. Vou cantar tudo. Quero ser um intérprete diverso de um país multicultural, miscigenado — anuncia Leo, que aproveitou o ano sabático artisticamente para fazer um laboratório: — Compus, produzi, fiquei horas dentro do estúdio tentando entender como seria a minha volta ao show business, como se apresentaria o Leo sozinho, por quais nuances enveredar... Entendi que o que manda na música mundial, atualmente, é a mistura.
 
A largada foi dada com o clipe de “Sol das seis”, canção romântica com arranjo baseado em piano e batidas eletrônicas, na qual Leo divide os vocais com Ludmilla. — Eu não tinha amizade com ela, mas, quando a ouvi cantar, percebi que Ludmilla tinha uns drives (modulações) na voz muito interessantes, como os de Alicia Keys, Beyoncé e Lady Gaga. Ela tem essa técnica do R&B moderno e consegue traduzir isso muito bem para letras em português. Casou com o piano de “Sol das seis”, e a gente se entendeu. Lud é uma fofa, uma querida — elogia o artista.
 
Enquanto construía esse retorno à música, Leo quase engrenou na carreira de ator. — Eu ia fazer um filme no ano passado baseado no livro que lancei (“No colo dos anjos”, de 2017). Também interpretaria Sérgio Reis num musical sobre ele, que não vingou. Mas preferi parar tudo e focar na minha carreira solo. Isso e as palestras que realizo em empresas e convenções são minhas prioridades no momento — revela.

Segundo ele, as apresentações corporativas potencializaram seu poder de comunicação e autoafirmação: — Tive que treinar muito, enfrentei muitos “nãos”, foi um desafio enorme. Precisei convencer as pessoas de que eu tinha mais a falar do que música e carreira, que eu tinha uma história de superação. Discurso sobre relacionamentos, autocontrole, empatia, poder de influência, gestão de crise... A palestra é mais provocativa do que motivacional. Eu adoro provocar!
 
Aos 42 anos, Leo afirma que recomeçar sozinho em 2019 tem o mesmo peso que o início da dupla com o irmão, em 1992: — Lá atrás, eu era um aventureiro. Hoje, conheço um pouco o solo onde vou pisar. É óbvio que eu ter vindo de uma dupla bem-sucedida me oferece vantagens. Sou um cara conhecido, sei dos caminhos bons e ruins. Ao mesmo tempo, existe um vínculo muito grande das pessoas com Victor e Leo. O nível de rejeição que se cria mediante uma das partes em caminho solo é grande. Quebrar essa barreira e mostrar que tenho algo de novo a oferecer não é fácil. Há de se ter paciência e foco.
 
Não é o fim

“Victor e Leo” não chegou ao fim. É o que garante o irmão mais novo da dupla. — Não falo em volta, porque não acabou. Essa pausa é só mais um capítulo de nosso livro. Temos um legado importante, um vínculo forte com os fãs. Nossa música está viva, tocando nas rádios, emocionando as pessoas — argumenta Leo: — Tiramos um período de descanso de nós dois para buscar oxigênio. Não sei quando a gente vai se reencontrar nos palcos. Por enquanto, queremos tocar projetos individuais e alimentar nossa relação pessoal.
 
Segundo Leo, as acusações de Poliana Bagatini, ex-mulher de Victor, de que teria sido agredida pelo então companheiro, em fevereiro de 2017, e a consequente “mancha” que isso trouxe para a imagem da dupla não foram a motivação da separação:
 
— Ao contrário! Nós nos demos as mãos e remamos mais forte contra a correnteza. Nossa pausa já havia sido conversada cinco anos antes. A turbulenta relação de sócios comprometeu a familiar. Hoje, estamos mais irmãos do que nunca! Victor até me prometeu compor um hit para eu gravar em breve.

O Globo







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