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1 12/06/2019 09:00

Cerca de 6,62 milhões de turistas estrangeiros visitaram o Brasil em 2018. O número é praticamente o mesmo dos últimos três anos, mostrando uma estagnação no fluxo turístico para cá. Em 2017, o número ficou praticamente no mesmo patamar, com 6,59 milhões de visitas registradas. Contudo, os índices de satisfação de quem passou por aqui no ano passado foram altos, chegando a quase 90%.

Os dados foram apresentados pelo Ministério do Turismo e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O estudo partiu de entrevistas em 25 pontos (como aeroportos e fronteiras) para avaliar o perfil dos visitantes, incluindo motivação, forma de chegada ao Brasil e avaliações sobre a estadia.   

A América do Sul é a principal origem dos visitantes estrangeiros, com quase 60% (4 milhões). O segundo continente com mais turistas foi a Europa, com 20% (1,46 milhão). O terceiro foi a América do Norte, lar de 10,4% (689 mil) de pessoas que viajaram para cá no ano passado.

No cômputo geral por país, os argentinos foram a principal origem (2,5 milhões de chegadas), seguida por Estados Unidos (539,5 mil), Chile (387 mil), Paraguai (356 mil), Uruguai (348 mil) e França (238,3 mil).

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, chamou a atenção para a ausência de crescimento do número de visitantes e pontuou a necessidade de ampliar a vinda de estrangeiros ao país. “Há pelo menos 10 anos percebemos estagnação. Nos últimos três anos [o número de turistas estrangeiros] parou em 6,5 milhões, dos quais pelo menos 40% são argentinos”. Ele defendeu que ações adotadas pelo governo federal vão facilitar a vinda de estrangeiros, como a isenção de vistos em alguns países, a abertura ao capital estrangeiro do setor aéreo e mudanças na Lei Geral do Turismo.

Os argentinos, assim, formam um contingente expressivo dos turistas que visitaram o país, mas outras nações da região também foram locais importantes, como Chile, Paraguai e Uruguai. Segundo o gerente de projetos da Fipe, Weverton Monti, a situação econômica do país vizinho gerou uma queda do índice. Mas este foi compensado pelo crescimento do interesse de cidadãos de outras nações.

Um exemplo foram aqueles países cujos cidadãos passaram a tirar visto de acesso ao Brasil de forma eletrônica, agilizando o processo. Nesses locais, as viagens cresceram 45% no caso do Canadá, 24,7% no da Austrália, 13,3% no dos Estados Unidos e 5,5% no do Japão. Desde o fim de 2017, a concessão de vistos passou a se dar por meio eletrônico e, neste ano, o governo federal decidiu pelo fim da necessidade dessa exigência, que passará a valer no dia 17 de junho. Os brasileiros, contudo, ainda precisam tirar a permissão para visitar esses países.

Os destinos mais procurados dentro do Brasil em 2018 foram Rio de Janeiro, Florianópolis e Foz do Iguaçu. As três cidades estão há vários anos no topo do ranking dos locais mais visitados. Os autores do estudo destacaram também outras localidades dos estados do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, como Búzios e Angra dos Reis, no primeiro caso, e Balneário Camboriú e Bombinhas, no segundo.

Já entre aqueles que se deslocam ao país para participar de eventos e atividades de negócios, o principal destino foi São Paulo, que recebeu 40% dos turistas nessa categoria. Em seguida vieram Rio de Janeiro e Curitiba.

O índice de satisfação foi positivo. Do total de entrevistados, 38% relataram que a viagem superou as expectativas, 49,2% afirmaram que ela atendeu plenamente os anseios, 10,8% comentaram ter saído parcialmente satisfeitos e 1,5% se mostraram decepcionados.

Quando perguntados sobre a intenção de retorno, 95,4% responderam desejar voltar ao país. O índice ficou estável em relação aos registrados desde 2014, quando o patamar variou entre 95% e 95,6%. A intenção de volta foi maior entre os turistas motivados pelo lazer (96,5%) do que entre aqueles cuja viagem se deu a negócios (90,6%).

A principal motivação da vinda ao Brasil foi o lazer, objetivo de 58,8% dos turistas. Em seguida vieram viagens a negócios e para convenções, com 13,5%. As demais motivações, como a visita a amigos ou parentes, totalizaram 27,7%. Entre o primeiro grupo, o principal atrativo citado durante as entrevistas foram as praias e o sol, seguido por atrações naturais.

O ministro do Turismo apontou como um fator negativo a queda do percentual de pessoas que se deslocam ao Brasil em razão de negócios e eventos, que foi de 22% em 2014 para 13,5% em 2018. Isso porque segundo o ministro esses turistas gastam mais do que aqueles com a motivação de lazer.

Metade dos visitantes ficou em hoteis, flats ou resorts. A segunda modalidade de hospedagem foi a casa de amigos e parentes, com cerca de 25%. E a terceira, as casas alugadas, com 15,9%. O gerente de projetos da Fipe ponderou que essa opção não se deve ao crescimento da plataforma Airbnb, mas a uma prática antiga de locação de imóveis por argentinos no litoral sul do país.

No tocante às formas de vinda ao país, o avião continua o principal meio de transporte. Dos 6,5 milhões de visitantes, 66% vieram por via área, totalizando 4,3 milhões de viagens, e 33,3% por via terrestre, representando dois milhões de deslocamentos. 

O gasto médio diário por turista no país em 2018 foi de US$ 53,96, um pouco abaixo do registrado em 2017, que ficou em US$ 55,8. Os turistas que vieram a negócios tiveram uma média maior, de US$ 84,3, enquanto aqueles motivados por lazer tiveram como custo médio por dia US$ 63,2.

A média de permanência dos turistas foi de 15 pernoites. Os turistas com maior permanência foram os de outros continentes. Os europeus ficaram, em média, 24 pernoites. Os da América do Norte, 19 pernoites. E os da América do Sul, 11 pernoites.

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