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1 30/03/2020 11:20

O homem foi assassinado a mando da proprietária da pousada gerenciada por ele.

A Polícia Civil de Canavieiras, sul da Bahia, encaminhou a justiça na última sexta-feira (27), a conclusão do inquérito policial que apurava a morte do comerciante Bruno Lino de Andrade Loureiro. Segundo as investigações, o homem foi assassinado a mando da proprietária da pousada gerenciada por ele.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Renato Fernandes, no inquérito policial com mais 350 páginas constam, após oitiva de mais de vintes pessoas, provas diretas através de testemunhas, perícia de toda natureza técnica das mais diversas áreas do conhecimento e de alta complexidade, análise de horas e horas de circuitos de monitoramento de imagens, análise de documentos colhidos nas investigações, utilização de tradutores dos idiomas alemão e espanhol, analise de dados bancários, comerciais e financeiros, não restou dúvidas sobre a autoria e execução do crime.

Forom indiciadas por homicídio triplamente qualificado, a alemã, proprietária da pousada (mandante e mentora) - foragida do país (Veja aqui), o namorado (mentor e executor), um primo do namorado da proprietária que prestava serviços esporádicos na pousada, além de uma quarta pessoa que ainda não foi capturada. A pena prevista para cada um varia de 12 a 30 anos de prisão.

Ainda segundo o delegado, a motivação do crime tem relação com o fato de Bruno ter sido nomeado pelo marido da alemã, procurador para gerir inclusive financeiramente a pousada do casal no Brasil.

"O então marido da proprietária que se encontra em processo de divorcio havia passado no dia 04 de fevereiro procuração publica conferindo todos poderes de gerenciamento da pousada para Bruno, inclusive passando a ter mais poderes que a proprietária", disse.

Dr. Renato ainda explicou que o marido da mandante do crime teria pedido a Bruno que o levasse até o aeroporto para sair do país o quanto antes.

"No dia 5 de fevereiro Bruno foi levar o marido da proprietária da pousada ao aeroporto para sair rapidamente do país, pois temia pela própria vida, ele acreditava que caso fosse morto a alemã e seu atual companheiro herdariam todos os seus bens. Na noite do mesmo dia quando retornou para Canavieiras, o gerente sofreu emboscada armada pelos indiciados que o torturaram, afogaram e o executaram com um tiro dentro da boca", explicou.

O inquérito concluiu que a alemã não estava satisfeita com os termos da separação.
"O casal (alemã e namorado), pretendiam eliminar Bruno como representante do marido da proprietária da pousada para ele retornar ao Brasil e buscar uma outra pessoa de sua confiança, período em que o processo de divorcio voltaria ser tratado com ela que não estava satisfeita com os termos da separação no que se referia a divisão de bens". concluiu.

Com a conclusão do inquérito policial, os autos foram remetidos ao Poder Judiciário.

 

Fonte: DT de Canavieiras

 







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